ANÁLISE DAS VESTIMENTAS FÚNEBRES DE CRIANÇAS SEPULTADAS NA IGREJA NOSSA SENHORA DO PILAR NO ANO DE 1836, SALVADOR

Rebeca Oliveira Araújo, Etiane Caloy Bovkalovski

Resumo


O presente artigo analisa os usos das mortalhas em crianças enterradas na Igreja Nossa Senhora do Pilar, no ano de 1836, em Salvador (BA). Sendo que o objetivo geral se propôs em analisar o motivo da escolha de determinadas mortalhas utilizadas por crianças, com mais especificidade diferenciar as roupas usadas por meninas e meninos enterradas na Igreja Nossa Senhora do Pilar; pesquisar sobre a relação entre o batismo e uso da mortalha nas crianças; investigar a devoção aos santos através do uso das mortalhas. A pesquisa se pauta na metodologia de análise de conteúdo, com abordagem quantitativa, proposta por Bardin. As fontes utilizadas foram registros de óbitos da Igreja Nossa Senhora do Pilar, no ano de 1836.

Palavras-chave


Morte; Mortalha; Criança

Texto completo:

PDF

Referências


BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BASSANEZI, Maria Silva. Registros paroquiais e civis: Os eventos vitais para a reconstrução da história. In: PINSKY, Carla B.; LUCA, Tania R. O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009. Cap 6, p. 141-172.

BIBLÍA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1969.

CASCUDO, Luís Câmara. Anúbis e outros ensaios: mitologia e folclore. 2 ed. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1983.

DEL PRIORE, Mary. Ritos da vida privada. In: SOUZA, Laura de Mello. História da vida privada: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

DEL PRIORE, Mary. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. In: DEL PRIORE, Mary. História das crianças no Brasil. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2000.

EWBANK, Thomas. Life in Brazil our journal of a visit to the land of the cocoa and the palm. New York: Harper & Brother, 1856.

FAMILY SEARCH. Registros de óbitos da Paróquia de Pilar (1834-1847). Disponível em: < https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9392-8G91-5M?wc=M78M-DM9%3A369568701%2C370824601%2C370942301&cc=2177272> Acesso em: 12 fev. 2018.

FERRAZ, Norberto Tiago Gonçalves. Vestidos para a sepultura: a escolha da mortalha fúnebre na Braga setecentista. Revista Tempo, Rio de Janeiro, v. 22, n. 39, p. 110-125, jan. 2016.

GICO, Vânia de Vasconcelos de. Luís da Câmara Cascudo e o conhecimento da tradição. Cronos. Rio Grande do Norte, v.1, n.1, p. 55-72, jan./jun. 2000.

GUEDES, Sandra Paschoal Leite de Camargo. Atitudes perante a morte em São Paulo (séculos XVII A XIX). 1986. 177 f. Dissertação de mestrado - Universidade de São Paulo, São Paulo, 1986.

HILL, Joseph Murray. A doutrina do pecado original à luz da teoria da evolução em Teilhard de Chardin e Karl Rahner. 2014. 140 f. Dissertação de Mestrado em Teologia. FAJE – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Belo Horizonte, 2014.

MAROTTA, Cláudia Otoni de Almeida. O que é história das mentalidades. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

MAUAD, Ana Maria. A vida das crianças de elite durante o Império. In: PRIORE, Mary Del. História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 2000. Cap 5, p. 137-176.

RODRIGUES, Claudia. Lugares dos mortos nas cidades dos vivos. Rio de Janeiro: Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Divisão de Editoração, 1997.

RODRIGUES, Claudia; BRAVO, Milra Nascimento. Morte, cemitérios e hierarquias no Brasil escravista (séculos XVIII e XIX). Habitus. Goiânia, v.10, n.1, p. 3-19, 2012. Disponível em: https://www.academia.edu/5650223/Morte_cemit%C3%A9rios_e_hierarquias_no_Rio_de_Janeiro_escravista_-_Revista_Habitus_2012. Acesso em: 02 fev.

PAULO, João. Código de direito canónico promulgado por S.S. 4ª edição. Editora: Apostolado da oração. Braga. Lisboa, 1983.

REIS, João José. A morte é uma festa: Ritos fúnebres e Revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: SCHWARCZ, 2012.

REIS, João José. O cotidiano da morte no Brasil oitocentista. In: ALENCASTRO, Luiz Felipe de; NOVAIS, Fernando Antônio. História da vida privada no Brasil Império: a corte e a modernidade nacional. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Cap. 2, p. 96-141.

SCHMITT. Juliana Luiza de Melo. Mortes Vitorianas: corpos e luto do século XIX. 2008. 142 f. Dissertação (Mestrado) - Centro Universitário Senac. São Paulo, 2008.

VAILATI, Luiz Lima. A morte menina: Infância e morte infantil no Brasil oitocentos (Rio de Janeiro e São Paulo). São Paulo: Alameda, 2010.

VAILATI, Luiz Lima. Os funerais de “anjinhos” na literatura de viagem. SCIELO, São Paulo, v. 22, n. 44, 2002. Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2017.




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v29i2.6808

Rodapé - Fragmentos
 

Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


FRAGMENTOS DE CULTURA | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | Instituto de Filosofia e Teologia | Sociedade Goiana de Cultura | e-ISSN 1983-7828 | Qualis CAPES Preliminar 2019 = B1

Visitantes - (04/09/2017 - 03/12/2019)

Fonte: Google Analytics.