ANCESTRALIDADE FEMININA: DA ESSÊNCIA DO SAGRADO AOS MOVIMENTOS FEMINISTAS, MULHERES NEGRAS E REPRESENTATIVIDADE

Rosinalda Côrrea da Silva Simoni

Resumo


O artigo em questão aborda os conceitos de ancestralidade, gênero, etnia e religiões de matriz africana, ressaltando a importância das mulheres e da essência feminina na cosmovisão Iorubá . O artigo dialoga com as contribuições de tais religiões para o movimento feminista negro. Sabe-se que representatividade se justifica em decorrência da caracterização que diferencia a ideia de gênero, como uma construção cultural, da ideia da segmentação biológica, admitida pela ciência. E, como apontado recorrentemente por estudos e pesquisas, as buscas ligadas a este dualismo estão diretamente relacionadas à temática racial e de gênero. Assim, refletimos, mediante a filosofia Iorubá, no que tange aos conceitos de sagrado feminino, em seguida abordamos a história do feminismo negro, e por fim a relação entre mulher negra e sua representatividade, no intuito de compreender qual é o papel das mesmas na formação social do Brasil.

Palavras-chave


Feminino. Sagrado. Mulheres Negras. Representatividade.

Texto completo:

PDF

Referências


Referências

ARENDT, Hannah. Sobre a emancipação das mulheres. In: Compreender: formação, exílio e totalitarismo (ensaios). São Paulo: Companhia das Letras, 2008, pp. 93-95.

ARENDT, Hannah. Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

BASTIDE, Roger. O candomble da Bahia: rito nagô. Tradução de Le candomble da Bahia, 1958. 3a edição. São Paulo: Nacional, 1978. Nova Edição: São Paulo, Cia. das Letras, 2001.

BASTIDE, Roger. As Religiões Africanas no Brasil. São Paulo: Pioneira, 1989.

BASTIDE, Roger. Estudos Afro-Brasileiros. São Paulo: Perspectiva [Estudos 18], 1973.

CARNEIRO, Sueli. Mulheres em movimento. 2003. Estudos Avançados, 17(49).

CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo. Disponível em: http://www.unifem.org. br/sites/700/710/00000690.pdf. Acesso em: 23 out 2017.

DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997.

FAUSTINO, Teixeira. Sociologia da Religião: Enfoques Teóricos. Editora Vozes, São Paulo, novembro de 2011.

FERREIRA, Maria Tereza. Feminismo Negra e representatividade, artigo disponível em: blogueiras negras.com. acessado em novembro 2018.

GONZALES, Lélia. A mulher negra na sociedade brasileira. In: LUZ, Madel, T., (org.). O lugar da mulher: estudos sobre a condição feminina na sociedade atual. Rio de Janeiro, Graal, 1982. 146 p. (Coleção Tendências, 1.).

GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: SILVA, Luiz Antônio

HALL, S. Estudos culturais e seus legados teóricos. Em: GROSSBERG; NELSON; TREICHLER, op. cit., p. 142, 2004.

Machado et al. Movimentos sociais urbanos, minorias étnicas e outros estudos. Brasília, ANPOCS, 1983. 303 p. (Ciências Sociais Hoje, 2.).

MUNANGA, Kabengele. A luta dos negros e das negras continua. Entrevista publicada em Cadernos de Gênero e Diversidade, UFBA, Salvador, 2005.

MIRANDA, José Valdinei Albuquerque. Ética da alteridade e educação [manuscrito] / José Valdinei Albuquerque Miranda; orientadora: Nadja Mara Amilibia Hermann. – Porto Alegre, 2008. 188 f. tese de doutorado

RIBEIRO, Ronilda. Alma Africana, os Iorubás. São Paulo: Editora Oduduwa, 1996.




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v29i2.7067

Rodapé - Fragmentos
 

Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


FRAGMENTOS DE CULTURA | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | Instituto de Filosofia e Teologia | Sociedade Goiana de Cultura | e-ISSN 1983-7828 | Qualis CAPES Preliminar 2019 = B1

Visitantes - (04/09/2017 - 03/12/2019)

Fonte: Google Analytics.