ACASO, CHANCE, FORTUNA E AZAR: IMAGENS DA TYCHE NO PENSAMENTO GREGO ANTIGO

Jean Felipe de Assis

Resumo


A Fortuna possui uma sólida e significativa tradição ao longo do pensamento latino, herança de variadas mediações feitas entre a ideia grega de Tyche e a agência humana desde o período arcaico. Restringir-se-á nossa exposição aos fragmentos presentes no pensamento helênico, embora esses possuam certas características desenvolvidas posteriormente. Delinear-se-ão, portanto, alguns fragmentos textuais que possam evidenciar usos específicos do termo Tyche na antiguidade grega. Diante das múltiplas obras e das variadas maneiras de abordar uma pesquisa sobre esse termo, selecionam-se algumas recorrências nas odes de Píndaro, sucintas reflexões nos tragediógrafos Ésquilo e Eurípedes, menções particulares no pensamento de Platão e Aristóteles, assim também uma seleção de casos nas Fábulas de Esopo. A Tyche apresenta-se em diversas áreas do pensamento e perpassa variados estratos na sociedade helênica antiga. É pensada mediante imagens sem qualquer possibilidade de racionalização ou entendimento de suas ações.

Palavras-chave


Fortuna; Tyche; Tragédia; Esopo; Filosofia

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v29i2.7137

Rodapé - Fragmentos
 

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