CRÍTICA À FORMAÇÃO DO GENTIL-HOMEM DE LOCKE NO CONTEXTO DA SOCIEDADE DO CAPITAL

Liliane Barros Almeida, Aline de Fátima Sales Silva

Resumo


John Locke viveu em uma época em que o capitalismo, ainda que de forma incipiente, se estruturava e com o olhar acurado já era possível observar os rumos pelos quais a sociedade iria trilhar nos séculos posteriores. A burguesia se fortalecia vigorosa e o consistente e o contínuo comércio internacional movimentava a Inglaterra e os homens de seu tempo. Para o empirista inglês, ao nascer, o homem é como uma tábula rasa, uma folha de papel em branco que somente a partir da experiência sensível pode-se lhe imprimir na mente todo o conhecimento do mundo. Nesse sentido o homem é partícipe ativo de suas construções, tanto no campo do conhecimento como da ação política. É ele o responsável por suas escolhas e por seu destino, no modelo liberal de sociedade elaborado por Locke. Para além da formação do homem industrioso proposta por Locke é necessário formar para a convivência, para a ética, a justiça e o bem, superando a esfera do imediato, do supérfluo, do lucro, do que é venal, numa concepção crítica da existência que considere o ser, a essência, a verdade, a virtude, enfim, os valores perenes da existência individual e coletiva.

Palavras-chave


Formação Humana; Capitalismo; Sociedade

Texto completo:

PDF

Referências


CHAUI, Marilena. A universidade pública sob nova perspectiva. Revista Brasileira de Educação, n .24. set./dez. 2003.

COELHO, Ildeu Moreira. Universidade e formação de professores. In: GUIMARAES, V. S. (org.). Formar para o mercado ou para a autonomia? São Paulo: Papirus, 2006. p. 43-63.

FREIRE. Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

JORGE FILHO, Edgar José. Moral e história em John Locke. São Paulo: Loyola, 1992.

JAEGER, Werner Wilhelm. Paideía: a formação do homem grego. Tradução: Artur M. Parreira. 3. ed. São Paulo: M. Fontes, 2010.

JAPPE, Alselm. As aventuras da mercadoria: para uma nova crítica do valor. Tradução: José Miranda Justo. Lisboa: Antígona, 2006.

LOCKE, Jonh. Pensamientos sobre la Educación. Tradução: La Lectura y Rafael Lasaleta. Madrid: Ediciones Akal S. A, 1986.

LOCKE, Jonh. Carta acerca da tolerância: segundo tratado sobre o governo: ensaio acerca do entendimento humano. Tradução: Anoar Aiex e E. Jacy Monteiro. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. 10.ed. São Paulo: Ática, 2008.

SANTOS, Laymert Gracia dos. Tecnologia, perda do humano e crise do sujeito do direito. In: OLIVEIRA, Francisco de (org). Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e hegemonia global. Petropólis, RJ: Vozes, 1999.

SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. Tradução: Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1996. (Coleção Os Economistas).




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v29i2.7411

Rodapé - Fragmentos
 

Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


FRAGMENTOS DE CULTURA | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | Instituto de Filosofia e Teologia | Sociedade Goiana de Cultura | e-ISSN 1983-7828 | Qualis CAPES Preliminar 2019 = B1

Visitantes - (04/09/2017 - 03/12/2019)

Fonte: Google Analytics.