A Imagem como Fantasma em Os Cus de Judas, de Antônio Lobo Antunes

Norival Bottos Junior

Resumo


Resumo: o presente artigo procura investigar as imagens de resistência do horror no romance ‘Os Cus de Judas’, de Antonio Lobo Antunes, que narra a experiência traumática da guerra em Angola no período em que Portugal encerrava sua fase de exploração colonial. Dentre os vários temas propostos neste romance escolheu-se o problema do sintoma como ocultamento de certas imagens que retornam muito tempo depois na condição de fantasmas à consciência do narrador inominado, depois de muitos anos de inexplicável silêncio. Utilizaremos o aporte teórico de Giorgio Agamben e Georges Didi-Huberman sobre o caráter fantasmático das imagens do horror da guerra, ou seja, tentar alcançar o objeto perdido, mesmo sabendo, de antemão, que se trata de uma tarefa impossível, eis a relação que os dois filósofos estabelecem entre o que está perdido de maneira irremediável e o fantasma imagético da perda, o fantasmático pode ser percebido como um modo de sublimação.
Palavras-chave: Horror. Guerra. Fantasma. Imagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/gua.v6i1.5679

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